Barra Direta na Direção do Jeep CJ 5


        Tô Bão ! 

Desde pequeno escutei uma lenda automobilística: "Folga em direção de Jeep não tem jeito...". E essa é uma lenda que tenho que dar a mão à palmatória e reconhecer que é verdadeira. É claro que a folga a que estou referindo é uma pequena folga, e não um relaxamento de tudo entre o volante e o pneu. Normalmente apelam para os ditos populares, para justificar o completo esculachamento e esculhambamento com o carro, colocando no projeto, e até no próprio carro, a culpa da falta de manutenção. E sempre escutei também o complemento dessa lenda: "...mas quando se roda na terra nem dá para perceber. Some tudo !", o que continua sendo verdade, pois o piso irregular de uma estrada de terra não deixa a gente perceber as folgas...

É que esse problema na direção do Jeep, e não se aplica à Rural, é de projeto. Não estou afirmando, e quem sou eu para isso, que o Jeep tem erro de projeto

na direção. O foco e a intenção inicial do Jeep foi de ir à guerra, e depois foi de rodar no campo, em terrenos e estradas ruins. E ali é que não dá para perceber folga alguma, pois com o piso irregular, ele puxa a direção para todos os lados, desaparecendo com a sensação da folga. Por ter essa intenção de uso, elevaram as barras da direção dele, tirando elas da frente de qualquer obstáculo, deixando uma cacetada maior somente para o eixo dianteiro, que é muito mais forte que as barrinhas da direção. O problema causador da folga foi a solução aplicada no projeto, do braço do pino de centro e da ponteira de centro. Todo o conjunto das barras de direção ficou instável, tendendo a torcer onde as articulações das ponteiras o permite fazer isso, principalmente nas articulações da ponteira de centro, e da ponteira que nela trabalha.

A instabilidade do conjunto das barras dianteiras também aparece quando a suspensão trabalha, o que faz alterar o ângulo de convergência das rodas dianteiras com o aumento e redução da distância entre o eixo e o chassis. Ocorre também uma pequena mobilidade independente em cada roda dianteira, que "abana" conforme o terreno manda, também alterando o ângulo de convergência das rodas dianteiras. Na prática seria dizer que o Jeep quando anda, desalinha sozinho as rodas dianteiras, colocando em si mesmo um ângulo de convergência diferente a cada momento. E quando as molas dianteiras vão "arriando" com o uso, a direção também vai desalinhando, tendendo a ficar divergente. Fica mais fácil visualizar o que estou dizendo olhando uma animação logo abaixo, ao invés de ficar abstraindo essas situações. Essa animação foi conseguida com o carro no cavalete, alterando o esterço somente da roda esquerda. Essa situação simula exatamente um esforço aplicado pelo piso somente em uma roda, mas com ela é mais fácil extrapolar para as situações de virar o carro para um lado e outro, e também da suspensão trabalhando. Nela as barras se rotacionam, o que é fácil ver pelo parafuso de fixação do amortecedor de direção na barra da direita. Vale observar que o pino de centro e a roda direita estão rigorosamente no mesmo lugar durante essa experiência, e que todas as ponteira estão em boa condição, sem folga nenhuma.

Com o que foi colocado acima, acho que deu para visualizar o problema, e saber onde é que mora a tal folga impossível de se tirar na direção do Jeep. Então vamos à solução, que é a barra direta. Essa solução não foi criada nem por mim, e nem pelos "antigos" que usavam o Jeep para reboque, e tinham um grande problema de convergência das rodas dianteiras quando estavam carregados com um carro dependurado em seu guincho na traseira. A frente levantava, aumentando a distância entre o chassis e o eixo, o que fazia "juntar" as barrinhas da direção, o que provocava um zarolhismo convergente no valente carrinho. Naquela época, os antigos não desistiram do Jeep para o serviço de reboque, e sim copiaram a Jeep Station Wagon, que tem a direção idêntica à Rural e Pick Up Willys, já com a barra direta de fábrica. Então o mérito da invenção da barra direta é da própria fábrica, e a sua aplicação no Jeep é dos pioneiros donos de Jeep reboque. Mas ponderemos, e é fácil de concordar que reboque não é o foco inicial do Jeep. Ele é que nasceu forte, com tomada de força e reduzida, o que fazia dele um carro mais que adequado para a aplicação em reboque. Então essa alteração no seu projeto é louvável, ou seja, não acho que é pecado algum a adaptação de barra direta no Jeep.

E nós, donos de Jeeps paisanos que não rodam exclusivamente na terra como um Jeep fazendeiro,  o que fazer ? Nós que somos obrigados a rodar em asfalto sempre para chegar à terra, ou no caso de um destino mais longínquo somos obrigados a viajar nas rodovias ? Ao menos eu, aderi à barra direta. Ela deixa fixo o ângulo  de convergência, o

que me dá uma maior vida útil dos pneus dianteiros. Já ouviram outra lenda automotiva que "Jeep gasta mais pneu na frente que atrás"? Outra verdade, pois já disse que a direção desalinha a cada instante com o trabalho da suspensão, e como nossos carros hoje rodam bastante em asfalto, isso manda os pneus dianteiros mais cedo para o beleléu.

Bom ! Então vamos colocar a barra direta ! E a ótima notícia é que essa adaptação é completamente reversível, e não necessita intervenção alguma além da troca das barras. A barra a ser usada é a da Rural ou da Pick Up Willys. Eu comprei uma barra de direção de uma Rural,  uma barra original antiga, pois estas são bem mais fortes que as novas. A qualidade das peças antigas são muito maior que a das novas, sempre.

Já ví muitos tipos de adaptação da barra direta, e conversando com o Paulo Porto que me mostrou e me ensinou mais duas. São adaptações que mudam a tampa do rolamento da cúpula por um braço, como na Rural. Só que é adaptação grosseira, e fica um treim danado para bambear, folgando os rolamentos da cúpula e correndo até risco de soltar o tal braço adaptado, o que deixaria o carro sem destino. Em outra solução, é soldado outro olhal junto ao olhal original da cúpula. Essa última é uma ótima solução, pois tira fora a ponteira de centro, que tem mania de "rodar" enquanto trabalha e é a principal causadora da folga do Jeep. Ela trabalha rebolando, na verdade. Só que essa alternativa leva solda em mais um olhal na cúpula, e com solda eu não gostei. Resumindo, todas as outras alternativas que vi levam solda, e eu prefiro não colocar solda alguma em peças de direção.

A melhor forma dessa adaptação consiste em trocar de lugar as ponteiras, principalmente a ponteira de centro, que vai passar a trabalhar junto à roda direita. Neste lugar ela ainda vai dar uma leve rotacionada quando trabalha, ficando uma pequena, muito pequena mesmo, folguinha. A barrinha original esquerda, vai ser dispensada, sendo melhor guardar ela guardadinha para na hora que der vontade de dirigir o carro com a direção do jeitinho que veio de fábrica. A parte melindrosa dessa adaptação é a redução de comprimento da barra da Rural, que tem bitola maior que o Jeep. Já ví barras sendo cortadas, e remendadas novamente com solda. Até dá certo esse expediente, principalmente quando se coloca um tarugo por dentro da barra para reforçar a solda. Uns dois furos podem ser feitos de cada lado da emenda, ponteando-se depois o tarugo através deles. Isso aumenta ainda mais a resistência da solda. Mas eu prefiro a solução mais clássica, e nem mais difícil por isso. Corta-se a barra do lado da rosca direita, mantendo a rosca esquerda quietinha. Faceia-se no torno, rosqueia-se com um macho, sangra-se com uma segueta o rasgo de aperto da ponteira. Rápido e fácil ! E ficam inalteradas as propriedades mecânicas da barra sem a solda, como ductilidade e resiliência. A grosso modo é como dizer que a barra sem solda agüentará mais pancada, e vai envergar sem quebrar. Algum problema aparece somente se não possuir o macho adequado, cuja medida é de 11/16" NF. Mas isso é pouco problema também, pois torno faz a rosca que quiser, interna ou externa. No caso de não ter o macho, o que facilitaria a operação, é muito fácil de abrir a rosca no torno, e qualquer um que se diga torneiro tem a obrigação de fazer isso bem feito e rápido.

Depois disso é só montar tudo e está pronta a adaptação. Já ví alguma interferência entre a barra que estamos instalando, as ponteiras e as abraçadeiras dos feixes de mola. No Edwaldo mesmo deu essa interferência. O lado direito é mais problemático, e a abraçadeira interfere mais por causa da ponteira da barra que liga ao braço do pino de centro. Não é em todo carro que acontece isso, pois depende dos jumelos usados, do arqueamento e do fabricante das molas. Normalmente uma marretadinha resolve, tirando a abraçadeira da frente, ou amassando ela contra o feixe de molas. Também já vi  a abraçadeira ser cortada, o que não é tão pecado assim, mas se puder deixar ela por lá acho mais conveniente, mantendo o carro mais original. Somente num caso de absoluta falta sorte é que precisará mexer no feixe para corrigir algum problema.

Na adaptação da barra direta no Edwaldo, dei a grande sorte de uma interferência entre a ponteira e a abraçadeira. Tive que cortar a abraçadeira, mas não eliminei ela toda, deixando o que pude dela no carro. É que as molas do Edwaldo, e da Faustina também, tem fitas plásticas entre as lâminas, para eliminar ruídos e proporcionar maior suavidade no seu trabalho. Neste caso, os pedaços da abraçadeira vão continuar ajudando a fixar as fitas plásticas. Depois de tirada a abraçadeira da frente, ainda ficou interferência entre o feixe de molas direito e a ponteira que vinha da barra ligada ao pino de centro. Além disso, a barra direta ficava batendo na tampa do diferencial dianteiro, quando a direção estava totalmente esterçada para qualquer dos lados. A solução me foi ensinada pelo Paulo Porto, já acostumado a fazer esse tipo de adaptação há muito. Prensamos a ponteira de centro, afastando a barra direta da tampa do diferencial, e ainda "levantamos" ela um pouco. A barra não mais bateu na tampa do diferencial, mas mesmo com essa "levantada", a ponteira da barra do pino de centro ainda batia no feixe de molas. Ai não sobrou outro recurso sem ser o de abrir o batente da direção, limitando o esterçamento para a esquerda em mais 5 mm. Para a direta ficou tudo como estava. Perdi um pouco de esterçamento para a direita, mas talvez quando o Edwaldo arreie um pouco os feixes que estão muito arqueados, eu possa voltar o batente para onde estava, permitindo que ele vire tudo que é possível sem bater pneu nas longarinas... É assim mesmo, o treim já chama adaptação num é à toa.

É claro que teremos que alinhar a direção tão logo terminemos. No Jeep, e na Rural também, só temos regulagem de convergência. Com a barra direta no Jeep será até mais fácil alinhar a direção. A regulagem da convergência é fácil com a barra direta. Ela facilita também o alinhamento do setor de direção, pois é só ir rodando a barrinha que liga o braço do pino de centro à ponteira de centro até o volante ficar reto. Chamamos a ponteira de centro dessa forma pelo hábito. Ela não é de centro mais, pois está montada no lado direito agora. Eu coloquei o volante do Edwaldo no lugar usando uma marquinha na estria vareta. Essa marquinha, que é a falta de um dentinho, quando para frente indica que o setor está alinhado, ou seja, o eixo Pittiman está perpendicular à rosca do sem-fim. É essa a posição desejável para o trabalho do setor, e é assim que ele vai trabalhar para o carro andar reto. Fica fácil de fazer isso com o arranjo que agora temos nas barras.

Com isso pronto, terei menor desgaste dos pneus e dos componentes da direção. Essa é uma adaptação que compensa, e quase só tem de desvantagem o fato de não ser original do carro. As vantagens, já ditas, são a de facilitar o alinhamento da direção, manter esse alinhamento nas diversas situações, e terminar com a folguinha que o Jeep tem de nascença na direção. Essa folguinha não termina toda, pois a ponteira de centro ainda está montada lá, e ainda permite um movimento, mesmo que menor agora, do conjunto de barras da direção. A direção também fica mais macia, e isso já era esperado. Com a convergência da direção travada, é claro que a direção ficará mais macia, pois o alinhamento da direção estará sempre certinho. Mas a principal vantagem dessa adaptação, para quem é igual à mim, exigente e chato, é que ela é completamente reversível. Com meia horinha de divertimento puro, o carro volta ao que foi feito na fábrica.

Resumindo e repetindo as vantagens  e desvantagens: Terei a direção sempre alinhada, menor desgaste dos pneus dianteiros e maior facilidade no serviço de alinhamento da direção. Em contra partida o carro não tem mais esse item original, perde-se esterço da direção para a esquerda, tem que cortar a abraçadeira do feixe de molas e realinhar a ponteira de centro na prensa.  Dibitação é dibitação, quero dizer, adaptação é adaptação, num tem jeito !

Ainda sobra um muxibentinho na direção. É a tal folga vitalícia na direção do Jeep, que diminuiu pela modificação da posição da ponteira de centro. Mas ela continua lá, e alguma folguinha ainda aparece. Novamente coloquei uma animação, lá em baixo, para melhor visualização. Com a solda do segundo olhal na roda direita, a ponteira de centro iria embora, e o restinho de folga com ela. Só que solda ali não quero não ! Acho muito perigoso. Ia até deixar como estava, e foi ai que o Paulo Porto entrou na história novamente, ajudando como sempre. Fui à oficina dele, mostrar o novo suporte do amortecedor de direção e a barra direta do Edwaldo, fazendo a manutenção da boa conversa fiada em oficina. Nessa, mostrei à ele o pouco de folga que sobrou na direção, e ele mandou eu balançar o volante, enquanto abaixou na frente do Jeep. De repente o muxibento sumiu completamente, e terminou-se as folgas da direção do Edwaldo. Qual a mágica. O Paulo segurou a ponteira de centro com a mão, o que não deixou ela rotacionar o conjunto das barras. E sem o rebolado da ponteira de centro a folga vitalíca da direção do Jeep morreu ! Ele me chamou até a frente o Jeep dele, e me mostrou uma "abraçadeira" que ele tinha feito para segurar a ponteira de centro. Essa abraçadeira permite a ponteira girar quando se vira a direção, mas fica impedida de rotacionar, rebolando e deixando folgas na direção. O que o Paulo me ensinou na verdade é que a força componente que faz a ponteira de centro rebolar é muito pequena, podendo ser neutralizada até com a mão. Então uma abraçadeira, sem grandes dimensões seguraria o rebolado, e extinguiria a folga da direção. Ele até disse enquanto me mostrava o artefato: "Faz isso lá, pois você é mais caprichoso, e tem capacidade de fazer isso melhor que eu". Realmente o meu acabamento na confecção de uma peça é melhor que a do Paulo Porto. Mas não concordei com ele dele não saber fazer como eu. É que sou bem mais chato e gasto mais tempo que ele. O Paulo não pode perder tanto tempo como eu, pois ganha o pão arrumando os carros. Para mim isso é somente diversão ! 

E foi assim que terminei com duas lendas, ou melhor, duas verdades sobre o Jeep. Acabei com o consumo excessivo de pneus dianteiros, e, quase que inacreditavelmente, desapareci com a folga na direção dele. Ao menos do Edwaldo...

Abraço a todos,

21/06/2007

Walter Júnior - B. Hte. -
waltergjunior@waltergjunior.com






O movimento das barras do Jeep

A roda direita e o braço do pino de centro estão parados. O conjunto torce, mas ponteiras não tem folgas.

Dá para perceber que não é pequena a alteração da convergência, observando o movimento da roda esquerda. 


O arranjo original das barras de direção

A barrinha da esquerda não será usada

 

 

A montagem original da ponteira de centro

Ela terá sua posição de serviço trocada, e ficará junto à roda direita.

 

A ponteira não quer sair ?

Melhor fogo que porretada. Melhor que descer a marreta, é deixar a dilatação trabalhar ao seu favor.

Uma aquecida no olhal faz ele dilatar e aumentar as dimensões. Então ele solta o cone da ponteira sozinho, sem esforço.



A medida do corte da barra direta da Rural

Usei o meu "alinhador" para definir o comprimento final da barra direta. 

O alinhador foi feito com dois tubos de PVC, um correndo dentro do outro. Um de 1" rosca, e um de 25mm cola.

 

O alinhador e a barra direta.

Cortei a rosca direita, preservando a rosca esquerda original O lado da rosca esquerda foi pichado de

vermelho, para bem marcar eu não fazer bobagem. O alinhador marcou a galga, digo, o comprimento da barra.

 

Usinando a rosca

Serviço corriqueiro para qualquer torneiro. Foi o Odilon Aguiar quem fez. Ele é irmão do Ildeu, amigo e torneiro antigo, que fechou a oficina.

A última fotografia dessa seqüência não tem nada haver com barra direta.

É um pino graxeiro do torno do Odilon. Pino duplo ! Não conhecia e achei muito interessante.




A barra finalizada

Conferido o comprimento com o alinhador.



Hora da montagem

A ponteira de centro, e uma ponteira direita já na barra pintada.

Diz-se esquerda e direita de uma ponteira referindo-se ao sentido da rosca, e não da posição de montagem.



O alinhamento

Regula-se só a convergência. Essa medida no Jeep é entre3/64" e3/32" (1,19 e 2,38 mm). Coloquei com 2mm.



Nem tudo é mel...

A barrinha do braço do pino de centro interfere com a abraçadeira do feixe de molas.



O corte da abraçadeira do feixe de molas

Usei a esmerilhadeira, que faz um serviço rápido e bonito nessa situação. Fui cortando a abraçadeira aos poucos, tentando

preservar o máximo dela, segurando as fitas plásticas dos feixes. Adaptação é adaptação, sempre aparece alguma gambiarra.



O lixo

Os pedacinhos da abraçadeira do feixe de mola. Cortei com calma, para cortar o mínimo.

Os dois pedacinhos da esquerda são das lâminas plásticas, que separam as folhas das molas.


Outra interferência indesejável

A ponteira que liga na ponteira de centro esbarrava no feixe de molas. O recurso foi abrir o batente,

limitando o esterço para a esquerda da direção. O plástico é para melhor regular o batente, deixando a ponteira bem perto,

mas sem encostar na lâmina do feixe de molas. Adaptação é adaptação, sempre aparece alguma gambiarra, tá lembrado ?



O batente da direção

Perdi aproximadamente3/16" no esterçamento. Dá para ver a folguinha no batente da direção, antes da regulagem.

Pode parecer pouca coisa, mas essa perda no esterçamento faz uma grande diferença, uma falta danada, na hora do aperto,

no meio do mato. Tentarei recuperar isso à medida que as feixes abaixem. Eles estão recém arqueados, e altos demais.



O arranjo final com a barra direta montada

Espero que meus pneus durem bem mais de agora para frente !....



O movimento da ponteira de centro, após a instalação da Barra Direta

Sobrou uma rebolada da ponteira de centro. Mesmo sendo menor, ainda aparece a folguinha que a ponteira de centro provoca na direção.



A confecção da abraçadeira

Esse material era uma sobra das travessas de carroceria do Jeep do Paulo Porto. Ele me deu há muito, mas sempre

guardo a quinquilharia. Os antigos já diziam:"Quem guarda o que num presta, tem o que precisa !... "

O Paulo fez travessas ignorantes, reforçadíssimas para o Jeep dele, em chapa #14, o que dá bem dizer 2mm de espessura. Mas para o

serviço de agora deu certinho. A quantidade maior de retratos é porque é melhor mostrar que desenhar. É uma forma muito complexa para desenho.


  

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A abraçadeira instalada

Muito fácil a instalação, depois dela pronta e pintada. Com a chapa #14 não aparecem problemas com o contra-pino da ponteira.

Agora dá para entender o porque do furo do meio. É para deixar quietinho o bico graxeiro, e poder lubrificar a ponteira facilmente.