GPS - Como se Localizar


        Tô Bão ! 

Continuo bem intencionado com quem se dá ao trabalho de ler esta página, e vou ajudar a destrinchar mais esse treim, que, no mínimo, tem um nome danado bacana. Eu tenho e utilizo com extrema freqüência esse recurso, o GPS, que vem do inglês, e é sigla de: Generator Ofi Posichom Saqueitor. Em bom português ibérico, podemos traduzir como: Gerador de Posição Sacada.

GPS é esse recursinho que não deixa a gente perder no meio do mato, pois quando isso acontece, nós nos sentimos em um mato sem cachorro. Outros recursos continuam imprescindíveis para uma boa navegação, por onde não se acha asfalto e nem placas. Artifícios como posição de picos, morros, do sol, lua e estrelas são os melhores. Claro que também sempre levo o Chico em toda viagem, o que não me permite nunca ficar no mato sem cachorro.

Tudo que pode indicar o caminho a ser seguido é bem vindo, mas costuma também ser caro e, via de regra, tem nome metido a besta e normalmente em inglês, o que dificulta enormemente a dicção por um peãozinho roceiro como eu. Esse tipo de equipamento definitivamente não compensa, pois perdemos tanto tempo tentando falar o nome do treim, que acaba não sobrando para aproveitarmos a viagem. Segue abaixo a lista de substituições que fiz no meu equipamento de localização, e que tem dado muito certo.

-No lugar de um Talk About (nominho importante, né ?) ou um Papa Yankee Yaesu, nóis usa um PX veio, comprado de segunda mão na Esquina dos Aflitos.
- No lugar de uma planilha com anotações dos way points da treck (way points da treck-essa foi demais, num foi?), nóis usa uns lembretes em papel de pão.
- No lugar de um cronômetro nóis usa é oiá prô sol.
- No lugar de um Laptop ou Notebook (êta outros nominhos bacana pá caraí, né ?) nóis usa um mapa do DER/MG de 1982. Esse mapa me acompanha há muito, e tem até Carapebus/ES nele. E se tem Carapebus nele, deve ser bão mesmo. Além do mais, quando olho ele, temos um retrocesso 25 anos no asfaltamento das estradas. Olhando a maior quantidade de estradas não pavimentadas, fico livre da possibilidade de qualquer depressão.
- No lugar de um Mouse, ahhhhhh !!!! Mause nóis tem. Costuma também ter purga e carrapato dentro do Jeep. Se for no Jeep do Ewerton Fumo, berne e bicho de pé tem também.

- No lugar de um GPS (Global Position Sistem-esse nome é o campião das importança, né ?) nóis usa o GPS (Generator Ofi Posichom Saqueitor), e o meu foi comprado num lembro se na feira da Toshiba, ou no Xópim Oi... Oiapoque! Lembro mesmo que o vendedor me garantiu, e até jurou, que ele era de primeira linha.

Não se esqueça de levar em suas viagens uma imagem de São Judas Tadeu e outra de Santa Edwiges. Não posso esquecer da ajuda dos elementais, para uma boa localização. Eles sempre estão presentes em ambientes de natureza exuberante, como os que freqüentamos com nossos Jeep's, e, bom sabedor disso, viajo sempre com a Beth, minha bruxinha de estimação, fixada ao retrovisor da Faustina. A Carolina, a bruxinha que era para o retrovisor do Edwaldo, fica em casa, por causa do angulo do pára-brisa dele. Coloquei ela lá uma vez e ela bateu demais no vidro. Tive que deixar ela descansando em casa.

Ah !...  Acostume-se a rezar, muito, sempre e com fé para Nossa Senhora da Guia, e sempre faça a Novena de Nossa Senhora da Conceição da Boa Viagem. E boa viagem !

Abraço à todos,

18/08/2008

Walter Júnior - B. Hte. -
waltergjunior@waltergjunior.com






O meu GPS, importado, já altamente desenvolvido na sua versão 0,1.0 ! Transcrevendo o seu manual:

Dís GPS (Genereitor Ofi Posichom Saqueitor) is meide in Puerto General-PY, bai Tabajara Organizeichon. 



A Beth, minha bruxinha, que anda sempre com a bundinha de fora, e o GPS na Faustina.

  

Outro modelo de GPS. Este é europeu, do sudoeste da Península Ibérica, mas, assim como o meu, também é

completamente analógico, e tem como características: Fabricado em Lisboa, grande écran (rotativo a 360 graus), 

adaptador universal e encaixe tanto em carros como em motos, cor azul oceano,mapa mundial.

Mais um modelo de GPS, montado em um automóvel Skoda. Esse modelo também é europeu, provavelmente do leste,
 o que prova que o velho mundo está bem adequado à esta tecnologia.  Me foi reportado pelo
Elton F.Silva, amigo danado de ajeitado e pissuidor de Rural. Mal sabia o Elton que já uso isso há tempos !... 



Brincadeiras fazendo muita parte, estou certo que o GPS-Global Position Sistem é um dos maiores sinais da evolução humana. É muita tecnologia aplicada em um aparelhinho que se pode levar no bolso, apesar da maioria dos seus usuários não notarem e até não darem a mínima para isso.

Mas não faço realmente uso dele. Gosto de carros velhos por puro gosto. E meu brinquedo não é, e nem nunca será Geocaching, mas sim o bom e velho Jeep, que rima mais com roça, simplicidade e felicidade. Saindo em uma viagem por terra, uso meu senso de direção, um mapa do DER-MG véio, de 1982, e um mapa, ligeiramente mais detalhado, da "Estrada Real". Esse último tinha na página da Estrada Real, mas não é mais encontrado por lá. Não chega a ser uma carta topográfica, mas é um mapa que mostra um pouco mais de distritos que os usuais. Bússola até que tenho e costumo levar, mas quase nunca consulto. São esses recursos que combinam mais com o Jeep, que complementam a sensação que nos toma conta ao entrar nele, já com a bagagem e todos embarcados. É só respirar fundo, sentindo seu cheiro inconfundível, e dar no arranque de um motor projetado durante a 2ª Guerra Mundial, que as sensações sentidas nos levam bem longe do dia-a-dia.

Aventura é aventura, é assim que tem que ser. Nunca voltei de mão abanando, sempre chegando onde queremos. Perdido fiquei apenas duas vezes, e a que demorou mais foram uns 10 minutos. Não estou de forma alguma querendo me enaltecer, dizendo que chego mesmo e pronto. É que não tenho medo de perder, gosto de usar o raciocínio, o lógico e não lógico, e se perder vou achar é divertido. E é muito por falta de medo que não me perco mesmo. Claro que o mínimo senso de orientação temos que ter, ou melhor temos que fazer funcionar. Com treino qualquer um se guia por onde for. A Rose sempre acha que a estrada é novidade, mesmo passando pelo mesmo trecho na enésima vez. É que ela anda relaxada, tranqüila, deixando por minha conta todo ônus de achar o caminho. Se prestasse atenção, sem medo de errar, garanto que também chegaria em todo lugar.

Para enfeitar ainda mais a simplicidade, tem também os casos que aparecem ao procurar um caminho, e que só fazem aumentar as histórias das viagens. Foi assim que surgiu o Jipesfumo, e essa história com maiores detalhes você achará na História do Jipesfumo. Conosco também aconteceu casos interessantes. O melhor até agora foi o pedido de informação do rumo de Ipoema, que a Rose fez à um bêbado no meio da rua, em Macuco. O caboquinho não tinha a menor condição de pronunciar palavra alguma, então só movimentou a mão como se fosse um aviãozinho, e numa entortada de corpo enquanto assoviava, indicou com precisão o caminho a tomar.

Sigo muito a posição do sol, durante o dia, claro. E à noite ? Acabei estudando e aprendendo, no autodidatismo mesmo, muito sobre astronomia, motivado em melhorar meu senso de direção durante a noite. Astronomia posicional, que já é bonito e complexo demais. Mas nada além de tentar entender a geometria do movimento dos astros. Sempre quis saber um pouco mais da posição das estrelas, e fui estudando por conta própria o assunto, amparado pela facilidade da internet e programas a serem instalados no microcomputador. Esse outro, o tal computador, também é coisa que não damos tanto valor. Um micrinho em cima da mesa tem capacidade demais. Calcula com facilidade e em tempo real posição de tudo que é astro, muito além do meu parco conhecimento. Fico imaginando se os Projetos Mercury e Geminy, da NASA no início da década de 60, tivessem um micrinho que nem esse que eu uso, que nem grandes coisas assim é mais... O Projeto Apollo tinha chegado é à Europa,... em Júpiter !